As Laranjeiras Imortais

Quantos clubes no Brasil tem um campo de futebol no mesmo local há 113 anos? É bem possível que apenas um: o Fluminense. Considera-se a inauguração do Estádio das Laranjeiras, atualmente Estádio Manoel Schwartz, como tendo ocorrido em 1919, quando foram construídas arquibancadas ao redor de todo o gramado, mas o campo do Fluminense sempre foi naquele local. Desde o primeiro jogo “em casa”, em 1904. Trata-se de um estádio com inestimável valor histórico, onde o futebol brasileiro deu seus primeiros passos e onde a Seleção Brasileira fez sua primeira partida.

CRONOLOGIA DO ESTÁDIO:

Ainda em 1902, ano da fundação do clube, o Fluminense alugou ao Banco da República o terreno para construir seu campo de futebol. O terreno ficava na Rua Guanabara, que viraria Rua Pinheiro Machado em 1915. Em razão disso, por muitos anos o campo do Fluminense ficou popularmente conhecido como campo da Rua Guanabara.

Em 1903 foi realizado o nivelamento do terreno. Para cortar a grama o clube importou da Inglaterra máquinas de tração animal. As máquinas eram puxadas pelo célebre burro Faísca, que usava luvas nas patas para não danificar o gramado.

Em 14 de Agosto de 1904 o campo foi finalmente inaugurado. 996 pessoas pagaram ingresso para ver o jogo entre Fluminense e Paulistano. Os paulistas levaram a melhor, vencendo por 3×0.

Em 1905 foi construída a primeira arquibancada, na lateral do campo onde hoje se encontra a social. Além disso, a humilde casinha que ficava atrás de um dos gols e servia como sede do clube foi demolida e em seu lugar foi construída uma mais ampla.

Arquibancada1905

Primeira arquibancada do Fluminense, construída em 1905

FFC1905

Detalhe da belíssima arquibancada de 1905. As iniciais FFC aparecem entrelaçadas de uma forma diferente do escudo

Sede1905

A sede erguida em 1905, atrás do gol oposto à Rua Pinheiro Machado

Entre 1905 e 1915 nossa casa era assim: em uma das laterais do campo havia uma pequena arquibancada que sequer ocupava toda a sua extensão. No restante do gramado havia apenas uma cerca, atrás da qual o público assistia aos jogos de pé. Ainda assim era o principal campo da Capital Federal. E não por acaso, foi aí que a Seleção Brasileira fez seu primeiro jogo. No dia 21 de Julho de 1914, aniversário do clube, a Seleção enfrentou os profissionais do Exeter City, da Inglaterra. Oswaldo Gomes do Fluminense abriu o marcador para os brasileiros, eternizando-se como o primeiro goleador da Seleção, e Osman, do América, deu números finais ao placar: 2×0.

Brasil x Exeter 1914

Brasil 2 x 0 Exeter, em 1914. Na lateral próxima ao Palácio Guanabara e atrás do gol da Rua Pinheiro Machado há apenas uma cerca

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Campo do Fluminense entre 1905 e 1915. À esquerda é possível ver a sombra da primeira arquibancada. O restante do gramado é apenas cercado

O interesse pelo futebol era cada vez maior e em 1915 o Fluminense ampliou suas dependências. A arquibancada lateral foi ampliada em 24 metros, tomando quase toda a extensão do campo, e gerais de madeira foram construídas na lateral oposta e atrás dos gols. O campo passou a ter a capacidade de 5.000 espectadores. A casa/sede atrás do gol foi novamente substituída por uma mais moderna.

Arquibancada1915

Arquibancada com as ampliações laterais feitas em 1915

Sede1915

A bonita sede construída em 1915, atrás do gol

Em 1917 o Brasil foi escolhido pela Confederação Sul-Americana de Futebol como sede do terceiro Campeonato Sul-Americano de Seleções (atual Copa América) que seria disputado no ano seguinte. Sem ter a estrutura necessária nem capacidade para erguê-la, a CBD pede ajuda ao Fluminense. Tendo a frente a extraordinária figura de seu presidente Arnaldo Guinle o Fluminense aceita o desafio e em 1918 inicia a construção do estádio.

O Campeonato Sul-Americano de 1918 acabou sendo adiado para 1919 devido à pandemia de gripe espanhola que assolou o mundo naquele ano matando milhões de pessoas. Em meio a tudo isso o Fluminense tinha um campeonato para jogar. Campeão em 1917 e lutando portanto pelo bicampeonato o Tricolor ficou sem seu campo logo nas primeiras rodadas, devido as obras de construção do estádio. Sem casa, jogando nos campos do Botafogo e do Flamengo, o Fluminense se deu ao luxo de conquistar o título com uma rodada de antecedência. Com medo da gripe, abriu mão do último jogo, perdendo por WO para o modesto Carioca, fato raríssimo na história do clube que só se repetiria em 1986.

Em 1919 a aventura de construir o primeiro estádio do país com arquibancadas ao redor de todo o campo estava completa. Sem um único centavo de financiamento público, levantando fundos apenas através de empréstimos bancários contraídos por Arnaldo Guinle e de um livro de ouro que correu entre os sócios. Curiosamente a belíssima arquibancada usada entre 1905 e 1917 foi desmontada e vendida ao Sport Recife, sendo usada por aquele clube por mais alguns anos.

A inauguração do estádio das Laranjeiras aconteceu no dia 11 de Maio de 1919. Abrindo o Campeonato Sul-Americano a Seleção Brasileira goleou a chilena por 6×0. Todos os jogos da competição foram nas Laranjeiras. Um estrondoso sucesso, levando o futebol a um nível de popularidade inimaginável até então. Com três atletas do Fluminense, Marcos, Fortes e Laís, o Brasil conquistou a América pela primeira vez.

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Visão do estádio construído em 1919, considerado o primeiro do país, e que existiu apenas até 1922

Arquibancada1919

Arquibancada de 1919

Arquibancada1919b

Detalhe da arquibancada de 1919. Atrás dos gols havia uma pequena cobertura

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18/5/1919 – Brasil 3 x 1 Argentina (Campeonato Sul-Americano)

Ainda em 1919, mais precisamente no dia 21 de Dezembro, o Fluminense levantaria o tricampeonato vencendo o Flamengo nas Laranjeiras por 4×0. Um jogo histórico que atraiu uma multidão impressionante para os padrões da época ao estádio do Flu.

Em 18 de Novembro de 1920 foi inaugurada a majestosa sede social do clube, colada nas arquibancadas sociais.

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Sede social inaugurada em 1920

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Visão panorâmica do estádio de 1919 já com a sede inaugurada em 1920

Para o ano de 1922 estavam previstos dois novos eventos esportivos de grande importância. Para celebrar o centenário da Independência do Brasil seriam realizados os Jogos Olímpicos Latino-Americanos. Além disso o país sediaria uma nova edição do Campeonato Sul-Americano de Futebol. O governo brasileiro e a CBD mais uma vez tiveram que recorrer ao Fluminense, a maior organização desportiva do país. O estádio construído em 1919 seria pequeno para as competições que estavam por vir e seria necessário ampliá-lo.

A arquibancada construída apenas três anos antes foi então demolida. Somente a social foi mantida e ampliada para as laterais, passando a ocupar toda a extensão do campo. Uma nova arquibancada, de dois andares, foi erguida no lugar da antiga, fechando o anel em torno do campo.

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Visão panorâmica do estádio de 1922

Os eventos esportivos foram mais uma vez realizados com grande sucesso. Por coincidência a inauguração do novo estádio ocorreu novamente em um confronto entre Brasil e Chile abrindo o Sul-Americano. O resultado foi um empate por 1×1. Desta vez contando com cinco jogadores do Fluminense no elenco (os mesmos Marcos, Fortes e Laís de 1919, e mais Chico Netto e Zezé) o Brasil conquistou o Sul-Americano pela segunda vez.

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Campeonato Sul-Americano de 1922

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Jogos Olímpicos Latino-Americanos de 1922

O Fluminense recebeu amplo reconhecimento do Comitê Olímpico Internacional pelos serviços prestados ao esporte na organização dos Jogos Latino-Americanos.

Carta Baillet Latour

Carta enviada pelo Conde Henri de Baillet-Latour, membro do Comitê Olímpico Internacional, ao presidente do Fluminense Arnaldo Guinle, congratulando-o pela realização dos Jogos Latino-Americanos de 1922. O belga Latour viria a ser Presidente do COI no período de 1925 a 1942.

Em 1928 foram inaugurados os refletores do estádio. A primeira partida noturna ocorreu no dia 21 de Junho. Um amistoso entre a Seleção Carioca e o Motherwell, da Escócia, que terminou empatado em 1×1. Mais ou menos nessa época o estádio recebeu a visita de importantes clubes europeus como Chelsea, Sporting e Ferencvaros, em suas excursões pela América do Sul.

Nas décadas seguintes o Estádio das Laranjeiras continuou sendo o palco principal dos jogos do Fluminense, mas com a inauguração do Maracanã, em 1950, passou a ser utilizado apenas para os jogos de menor porte.

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Em 1959 o “English Team” treina nas Laranjeiras para enfrentar o Brasil (Foto: Ultima Hora)

Em 1961, após longa negociação com o Governo do Estado da Guanabara, a área onde se localizavam as arquibancadas atrás do gol da Rua Pinheiro Machado foi desapropriada para que a rua fosse alargada. O estádio sofreu uma significativa mutilação perdendo sua fachada, suas bilheterias originais e as arquibancadas que formavam um anel completo passaram a ter o formato de ferradura. Pela desapropriação o Fluminense recebeu uma indenização de 50 milhões de cruzeiros e mais o terreno na esquina das ruas Pinheiro Machado e Álvaro Chaves, onde hoje se encontra o parquinho do clube. Para se ter uma ordem de grandeza, naquele mesmo ano o clube vendeu o centroavante Waldo para o Valencia da Espanha por cerca de 20 milhões. No dia 21 de Dezembro de 1961 a demolição foi iniciada.

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Diário de Notícias, 22/12/1961

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Início da demolição da arquibancada (Foto: Revista do Fluminense)

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A fachada do estádio que foi demolida em 1961

Um jogo trágico contra o Olaria na noite de 22 de Julho de 1970 marcou o fim de mais uma era para o estádio. Em campo o Fluminense foi derrotado por 1×0, perdendo pontos preciosos para a disputa do título carioca daquele ano (O Vasco foi campeão um ponto à frente do Flu). Fora de campo o ex-diretor de futebol José Herculano sofreu um enfarto durante o segundo tempo, quando o Fluminense pressionava em busca do empate, e veio a falecer. Após este jogo o clube ficou longos anos sem utilizar o estádio para jogos oficiais. Em um período de quase 16 anos até ele voltar a ser utilizado regularmente em 1986, apenas um inexpressivo amistoso contra a Seleção do Kuwait foi realizado em 1980 (vitória tricolor por 3×0).

No dia 2 de Fevereiro de 1986 o estádio foi reaberto com um amistoso festivo entre Fluminense e São Paulo. Um tira-teima entre os campeões carioca e paulista do ano anterior cujo resultado foi um empate por 2×2. Abria-se uma nova fase para o estádio, que voltou a ser usado com frequência, em alguns momentos até mais que o Maracanã.

Entre 1986 e 2003, quando foi utilizado pela última vez, o Fluminense realizou 196 jogos no Estádio das Laranjeiras, vencendo 117, empatando 51 e perdendo 28. O artilheiro Ézio foi provavelmente a figura mais marcante desta fase do estádio com 44 gols marcados.

No dia 20 de Julho de 2014 foi realizado um jogo festivo entre uma equipe sub-23 do Fluminense e o Exeter City, para celebrar o centenário do primeiro jogo da Seleção Brasileira.

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20/7/2014 – Fluminense (Sub-23) 0 x 0 Exeter City. Centenário do primeiro jogo da Seleção (Foto: globoesporte.com)

Atualmente o estádio das Laranjeiras é utilizado basicamente para jogos de divisões de base e de futebol americano.

TÍTULOS CONQUISTADOS PELO FLUMINENSE NAS LARANJEIRAS

Foram 18 os títulos conquistados pelo Fluminense sendo decididos nas Laranjeiras. Abaixo a relação dos jogos decisivos.

27/10/1907 Fluminense 2 x 0 Paysandu Campeonato Carioca
04/10/1908 Fluminense 6 x 1 Paysandu Campeonato Carioca
10/09/1911 Fluminense 5 x 0 Rio Cricket Campeonato Carioca
16/04/1916 Fluminense 1 x 0 América Torneio Início
21/12/1919 Fluminense 4 x 0 Flamengo Campeonato Carioca
27/04/1924 Fluminense 1 x 0 Flamengo Torneio Início
12/10/1924 Fluminense 7 x 0 Brasil Campeonato Carioca
19/04/1925 Fluminense 1 x 0 São Cristóvão Torneio Início
24/04/1927 Fluminense 2 x 0 São Cristóvão Torneio Início
14/07/1935 Fluminense 3 x 1 América Torneio Aberto
27/12/1936 Fluminense 1 x 1 Flamengo Campeonato Carioca
06/08/1938 Fluminense 6 x 0 Bonsucesso Torneio Municipal
30/12/1938 Fluminense 2 x 2 América Campeonato Carioca
14/04/1940 Fluminense 0 x 0 São Cristóvão(*) Torneio Início
28/03/1943 Fluminense 4 x 1 Madureira Torneio Início
09/07/1952 Fluminense 3 x 2 Cruzeiro Torneio José de Paula Júnior
29/09/1991 Fluminense 0 x 0 América Taça Guanabara
10/04/1993 Fluminense 1 x 0 Volta Redonda Taça Guanabara

(*) O Fluminense venceu no desempate por número de escanteios.

Taça GB 1993

Taça Guanabara de 1993, último título do Fluminense nas Laranjeiras (Foto: Jornal dos Sports)

 

ESTATÍSTICAS, RECORDES E CURIOSIDADES

Todos os jogos do Fluminense em Laranjeiras:

quadro de jogos

Jogadores que mais atuaram pelo Fluminense nas Laranjeiras:
1. Brant – 119 (1933-1941)
2. Ivan Mariz – 115 (1928-1939)
Batatais – 115 (1935-1946)
4. Fortes – 107 (1917-1930)
Russo – 107 (1933-1944)
6. Oswaldo Gomes – 97 (1906-1921)
7. Preguinho – 92 (1925-1938)
Castilho – 92 (1947-1965)
9. Alfredinho – 87 (1926-1932, 1937)
10. Romeu Pellicciari – 84 (1935-1942)
Machado – 84 (1935-1942)

Brant

Brant, o jogador que mais atuou pelo Flu nas Laranjeiras

Maiores artilheiros do Fluminense nas Laranjeiras:
1. Preguinho(*) – 78 (1925-1938)
2. Russo – 74 (1933-1944)
3. Welfare – 71 (1913-1924)
4. Hércules – 60 (1935-1942)
5. Orlando Pingo de Ouro – 49 (1945-1953)
6. Alfredinho – 47 (1926-1932, 1937)
7. Edwin Cox – 44 (1903-1910)
Ézio – 44 (1991-1995)
9. Romeu Pellicciari – 42 (1935-1942)
10. Emile Etchegaray – 40 (1903-1910)

(*) Somando os gols marcados pela Seleção Brasileira e pela Seleção Carioca aos 78 marcados pelo Fluminense, é provável que Preguinho tenha algo em torno de 100 gols no estádio.

preguinho

Preguinho, o maior artilheiro do Estádio das Laranjeiras

Maior invencibilidade do Fluminense nas Laranjeiras:
30 jogos, entre Agosto de 1949 e Julho de 1953

Primeiro jogo:
14/08/1904 – Fluminense 0 x 3 Paulistano-SP (Amistoso)

Inauguração do estádio construído em 1919:
11/05/1919 – Brasil 6 x 0 Chile (Campeonato Sul-Americano)

Primeiro jogo do Fluminense no estádio:
13/07/1919 – Fluminense 4 x 1 Vila Isabel (Campeonato Carioca)

Inauguração do estádio ampliado em 1922:
17/09/1922 – Brasil 1 x 1 Chile (Campeonato Sul-Americano)

Primeiro jogo do Fluminense no estádio:
06/05/1923 – Fluminense 3 x 5 Botafogo (Campeonato Carioca)

Último jogo:
26/02/2003 – Fluminense 3 x 3 Americano (Campeonato Carioca)

Maiores goleadas do Fluminense (10 gols ou mais):
09/09/1906 – Fluminense 11 x 0 Football & Athletic (Campeonato Carioca)
05/07/1908 – Fluminense 11 x 0 Riachuelo (Campeonato Carioca)
09/12/1917 – Fluminense 11 x 1 Bangu (Campeonato Carioca)
23/05/1937 – Fluminense 11 x 1 Oceano F.C. (Torneio Aberto)
21/09/1946 – Fluminense 11 x 1 Bangu (Campeonato Carioca)
23/07/1905 – Fluminense 10 x 0 Football & Athletic (Amistoso)
13/06/1909 – Fluminense 10 x 0 Haddock Lobo (Campeonato Carioca)
27/09/1936 – Fluminense 10 x 0 Portuguesa (Campeonato Carioca)
03/05/1908 – Fluminense 10 x 1 Paysandu (Campeonato Carioca)
17/08/1913 – Fluminense 10 x 2 Mangueira (Campeonato Carioca)

Recorde de público:
Era mais ou menos comum na primeira metade do século passado os jornais citarem públicos arrendondados e estimados nas matérias sobre os jogos. Há menções a públicos de até 30.000 pessoas no Estádio das Laranjeiras. Porém o maior público oficialmente registrado no estádio que se tem notícia foi o do Fla-Flu do dia 14 de Junho de 1925, pelo primeiro turno do Campeonato Carioca. Naquele dia 25.748 pessoas pagaram ingresso para ver o Fluminense derrotar seu rival por 3×1, com gols de Fortes, Coelho e Nilo.

Nessa época, além do estádio ainda ter o anel completo de arquibancadas, nos grandes jogos torcedores também eram acomodados dentro do gramado, separados do campo apenas por uma cerca. Dessa forma era possível chegar a públicos de 25 mil pessoas ou mais.

SELEÇÃO BRASILEIRA

Além de sediar o primeiro jogo da Seleção Brasileira, em 1914, o estádio do Fluminense foi palco dos títulos Sul-Americanos de 1919 e 1922, e da Copa Rio Branco de 1931. Em 17 jogos realizados nas Laranjeiras o Brasil nunca perdeu. Foram 12 vitórias e 5 empates.

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Seleção Brasileira campeã do Sul-Americano de 1919

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Foto: Bruno Haddad / Fluminense FC

Crédito de imagens: Fluminense Football Club, exceto quando especificado

 

 

 

Os clássicos

Um tema que tem sido bastante discutido pelos tricolores ultimamente é o desempenho do clube em clássicos. É inegável que de alguns anos para cá o aproveitamento do Fluminense contra seus rivais estaduais tem apresentado um claro declínio. Neste post apresento um raio-x dos confrontos do Fluminense contra Flamengo, Vasco e Botafogo ao longo da história.

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Flu x Botafogo

No clássico vovô, o mais antigo do futebol brasileiro, o Fluminense sempre teve vantagem. Desde o primeiro jogo em 1905. Essa vantagem teve seu ápice em 1957, quando o Fluminense, ao derrotar o Botafogo por 1×0 pelo primeiro turno do Campeonato Carioca, abriu 23 vitórias de diferença (61×38). Nos anos 60 o Botafogo reduziu bastante essa diferença, chegando a baixá-la para 11 em 1968 (70×59).

Desde então a vantagem tricolor oscilou entre o valor mínimo de 9 (em algumas ocasiões nos anos 70 e neste ano de 2017) e máximo de 17, em 2005. Atualmente o Fluminense tem 10 vitórias a mais que o Botafogo.

Recordes do clássico:

Maior invencibilidade do Fluminense: 14 jogos entre 1923 e 1929
Maior invencibilidade do Botafogo: 12 jogos entre 1960 e 1964
Maior sequência de vitórias do Fluminense: 5 vitórias entre 1928 e 1929
Maior sequência de vitórias do Botafogo: 4 vitórias entre 1961 e 1962
Maior goleada do Fluminense: 13.05.1906 – Fluminense 8×0 Botafogo
Maior goleada do Botafogo: 25.09.1910 – Botafogo 6×1 Fluminense
Maior artilheiro do Fluminense: Welfare, 18 gols

 

Flu x Flamengo

Todo mundo conhece a história do primeiro Fla-Flu disputado em 1912: um cata-cata tricolor vencendo heroicamente os jogadores que haviam sido campeões pelo próprio Fluminense no ano anterior. Foi uma zebra histórica. Tanto é que o Flamengo venceu os sete clássicos seguintes, e o Fluminense só voltou a vencer em 1916.

A partir daí o confronto apresentou grande equilíbrio e pouco a pouco o Fluminense foi tirando a diferença até conseguir passar o rival em 1938 (26 vitórias contra 25).

Até os anos 60 o confronto se manteve absolutamente equilibrado com Flu e Fla se alternando em vantagem, sempre pequena.

A última vez que o Fluminense esteve em vantagem foi em 1957. Ao vencer o rival por 2×1 no dia 8 de dezembro daquele ano o Tricolor chegou a 56 vitórias contra 55 do adversário. O Flamengo recuperou a vantagem já no ano seguinte e o Fluminense ainda conseguiu empatar o confronto por mais duas vezes. A primeira delas em 1959, e a segunda e última no dia 20 de agosto de 1961, com uma vitória por 4×3. Foi a última vez que os dois rivais estiveram igualados.

Entre 1961 e 1968 o Fluminense teve desempenho pífio no clássico e os rubro-negros pela primeira vez conseguiram abrir uma vantagem confortável com 14 vitórias a mais (62×76).

Desde então a vantagem rubro-negra oscilou entre um mínimo de apenas 4, em 1974, e um máximo de 22 vitórias de diferença, hoje. Nos últimos anos a vantagem de fato se acentuou drasticamente. Até esta década ela nunca havia passado de 15.

É de se notar, especialmente analisando os números por década, que o Fluminense foi mal neste clássico em três momentos específicos de sua história: 1912-1915 (sete derrotas seguidas), 1961-1968 (14 vitórias de vantagem para o Flamengo) e 2011-2017 (7 vitórias de vantagem para o Flamengo). Nos demais períodos há grande equilíbrio, até mesmo com pequena vantagem para o Fluminense.

Jogos em que houve mudança na liderança do confronto:

07.07.1912 – Fluminense 3 x 2 Flamengo – Campeonato Carioca (1×0)
03.08.1913 – Fluminense 3 x 6 Flamengo – Campeonato Carioca (1×2)
08.05.1938 – Fluminense 1 x 0 Flamengo – Torneio Municipal (26×25)
02.06.1940 – Fluminense 1 x 2 Flamengo – Campeonato Carioca (28×29)
19.03.1952 – Fluminense 3 x 2 Flamengo – Torneio Rio-SP (47×46)
20.01.1953 – Fluminense 1 x 3 Flamengo – Campeonato Carioca (47×48)
11.09.1955 – Fluminense 2 x 1 Flamengo – Campeonato Carioca (52×51)
09.12.1956 – Fluminense 0 x 1 Flamengo – Campeonato Carioca (53×54)
08.12.1957 – Fluminense 2 x 1 Flamengo – Campeonato Carioca (56×55)
27.09.1958 – Fluminense 1 x 2 Flamengo – Campeonato Carioca (56×57)

Recordes do clássico:

Maior invencibilidade do Fluminense: 12 jogos entre 1936 e 1938
Maior invencibilidade do Flamengo: 11 jogos entre 1912 e 1916
Maior sequência de vitórias do Fluminense: 4 vitórias entre 1951 e 1952
Maior sequência de vitórias do Flamengo: 7 vitórias entre 1912 e 1915
Maior goleada do Fluminense (por saldo de gols):
21.12.1919 – Fluminense 4×0 Flamengo
24.03.1943 – Fluminense 5×1 Flamengo
11.04.1945 – Fluminense 4×0 Flamengo
15.03.2003 – Fluminense 4×0 Flamengo
Maior goleada do Flamengo:
10.06.1945 – Flamengo 7×0 Fluminense
Maior artilheiro do Fluminense: Hércules, 14 gols

 

Flu x Vasco

Apesar do mito que existia de uma suposta ampla freguesia vascaína, alimentado por estatísticas incompletas que eram divulgadas até mais ou menos o final dos anos 80, o clássico Fluminense x Vasco sempre foi muito equilibrado. Deixou de ser nos anos 90.

O primeiro confronto entre os dois clubes aconteceu em 1923. Eram os tempos do chamado “amadorismo marrom”. Deixando os pormenores para um futuro post, na definição precisa do genial Mário Filho “o Fluminense se considerava um nobre de florete em punho diante de cangaceiros de trabuco”. Nesse cenário o Vasco ganhou todos os quatro primeiros confrontos.

Entre 1939 e 1940 o Fluminense obteve uma sequência de seis vitórias seguidas e passou a frente no confronto pela primeira vez (20×19).

A partir de então os dois times se alternaram na liderança do clássico. Em uma das vezes em que recuperou a supremacia do confronto, entre 1980 e 1985, o Fluminense alcançou sua maior vantagem: chegou a 9 vitórias de diferença ao vencer o Vasco por 3×0 no Campeonato Brasileiro de 1976.

Em 1992 o Vasco tomou a frente pela última vez e desde então vem abrindo vantagem cada vez maior, tendo hoje 25 vitórias a mais.

Jogos em que houve mudança na liderança do confronto:

11.03.1923 – Fluminense 2 x 3 Vasco – Amistoso (0x1)
25.08.1940 – Fluminense 4 x 2 Vasco – Camp. Carioca/Rio-SP (20×19)
05.10.1947 – Fluminense 3 x 5 Vasco – Campeonato Carioca (31×32)
19.09.1948 – Fluminense 2 x 0 Vasco – Campeonato Carioca (34×33)
07.08.1949 – Fluminense 3 x 5 Vasco – Campeonato Carioca (34×35)
20.09.1970 – Fluminense 2 x 0 Vasco – Campeonato Carioca (65×64)
17.03.1985 – Fluminense 1 x 2 Vasco – Campeonato Brasileiro (89×90)
12.04.1987 – Fluminense 3 x 0 Vasco – Campeonato Carioca (91×90)
29.11.1992 – Fluminense 0 x 1 Vasco – Campeonato Carioca (99×100)

Recordes do clássico:

Maior invencibilidade do Fluminense: 13 jogos entre 1969 e 1971
Maior invencibilidade do Vasco: 10 jogos entre 1991 e 1993, e entre 2012 e 2015
Maior sequência de vitórias do Fluminense: 6 vitórias entre 1939 e 1940
Maior sequência de vitórias do Vasco: 5 vitórias entre 1999 e 2000
Maior goleada do Fluminense (por saldo de gols):
22.11.1925 – Fluminense 5×1 Vasco
11.05.1941 – Fluminense 6×2 Vasco
24.06.1948 – Fluminense 4×0 Vasco
08.09.1974 – Fluminense 5×1 Vasco
Maior goleada do Vasco:
09.11.1930 – Vasco 6×0 Fluminense
Maior artilheiro do Fluminense: Waldo, 12 gols

Fla-Flu e a lógica, eternos rivais

Fluminense x Flamengo, segundo turno do Campeonato Carioca de 1982. O Flamengo já tinha conquistado o Brasileiro daquele ano, estava vivendo os melhores anos de sua história. O Fluminense fazia campanha fraquíssima. Apesar de já contar com Paulo Victor, Aldo e Jandir, que fariam história nos anos seguintes, e com o veterano Rubens Galaxe, de tantas conquistas pelo clube, o time era sofrível.

46 minutos do segundo tempo. 0x0 no placar. Escanteio para o Flamengo, Paulo Victor reclama com o árbitro Élson Pessoa, pede que ele encerre o jogo. Para evitar spoilers, o resto da história você vê no vídeo abaixo.

Esta partida completou 35 anos ontem. É mais uma entre as inúmeras que comprovam que a lógica neste clássico vale muito pouca coisa. Tudo pode acontecer. Sempre.

Todos os pênaltis do Fluminense

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Henrique Dourado converte contra o São Paulo seu 11º pênalti jogando pelo Fluminense (Foto: Nelson Perez/Fluminense F.C.)

Um dos principais assuntos entre os tricolores no momento sem dúvida é a incrível eficiência do centroavante Henrique Dourado em cobranças de pênalti. Quarta-feira passada contra o São Paulo o jogador efetuou sua 11ª cobrança pelo Fluminense, com 100% de aproveitamento.

Alguns já afirmam que é o maior cobrador que o Fluminense já teve. Exagero? Para ajudar na discussão fiz um levantamento dos pênaltis cobrados na história do clube, chegando a um total de 1.257 cobranças entre pênaltis batidos no decorrer do jogo e em disputas de pênalti.

Logicamente o título do post é uma licença poética. Não são todos. Não tenho registro por exemplo de quem cobrou os pênaltis no amistoso entre Fluminense e Manchester United disputado no Old Trafford em 1986, no qual, após empate por 0x0 no tempo normal houve uma disputa de pênaltis vencida pelos ingleses. É possível que tenham havido outros pênaltis ao longo da história dos quais não tenho registro, mas esses 1.257 seguramente representam pelo menos uns 98% do total.

Mas afinal, quem é o maior cobrador de todos. São muitos os jogadores que nunca perderam um pênalti pelo Fluminense. Mais de 100. Mas quase todos eles com pouquíssimas cobranças. Dentre os que tem 100% de aproveitamento, ou seja, nunca perderam, é justamente o Henrique Dourado, ao lado do lateral direito Paulo Roberto, que atuou pelo Flu nos anos 90, os que mais cobraram: 11 pênaltis batidos e nenhum desperdiçado. Não é exagero portanto dizer que os dois são os mais eficientes cobradores da história do clube.

Segue abaixo a relação completa de cobradores e seus respectivos números:

  Pênaltis durante o jogo (convertidos / perdidos / total) Disputa de pênaltis (convertidos / perdidos / total) Total (convertidos / perdidos / total) Aproveitamento
Agnaldo (2000-02) 5/1/6 1/0/1 6/1/7 85,71
Agnaldo Liz (2000-01) 0/0/0 1/0/1 1/0/1 100,00
Alan (2002-06) 0/0/0 1/0/1 1/0/1 100,00
Alan (2008-10) 0/0/0 0/1/1 0/1/1 0,00
Alessandro (2004) 1/0/1 0/0/0 1/0/1 100,00
Alex (2001-07) 0/0/0 1/0/1 1/0/1 100,00
Alex Oliveira (2003) 0/1/1 0/0/0 0/1/1 0,00
Alexandre Cruz (1988-89) 0/0/0 1/1/2 1/1/2 50,00
Alexandre Torres (1985-91) 3/0/3 2/0/2 5/0/5 100,00
Alfredinho (1926-37) 0/1/1 0/0/0 0/1/1 0,00
Almir (1979-81) 0/0/0 1/0/1 1/0/1 100,00
Amauri (1982-83) 2/1/3 0/0/0 2/1/3 66,67
Amoroso (1964-68) 6/4/10 0/0/0 6/4/10 60,00
Anderson (1992) 0/0/0 2/0/2 2/0/2 100,00
Anderson (2012-13) 0/0/0 1/0/1 1/0/1 100,00
Andrei (1993-2002) 0/0/0 0/1/1 0/1/1 0,00
Anito (1942-43) 1/0/1 0/0/0 1/0/1 100,00
Antoninho (1957) 0/0/0 4/2/6 4/2/6 66,67
Antônio Carlos (2003-15) 0/0/0 1/0/1 1/0/1 100,00
Araújo (2011-12) 0/0/0 0/1/1 0/1/1 0,00
Arouca (2004-08) 0/0/0 1/1/2 1/1/2 50,00
Arturzinho (1976-79) 0/0/0 0/1/1 0/1/1 0,00
Asprilla (2000-01) 0/1/1 0/0/0 0/1/1 0,00
Assis (1968-75) 0/0/0 1/0/1 1/0/1 100,00
Assis (1983-87) 0/1/1 0/0/0 0/1/1 0,00
Bacchi (1919-22) 0/1/1 0/0/0 0/1/1 0,00
Baptista (1913-1918) 0/1/1 0/0/0 0/1/1 0,00
Barata (1996-97) 0/0/0 1/0/1 1/0/1 100,00
Bartholomeu (1912-16) 3/3/6 0/0/0 3/3/6 50,00
Baztarrica (1944-45) 0/1/1 0/0/0 0/1/1 0,00
Benedicto (1933) 1/0/1 0/0/0 1/0/1 100,00
Beto (2005-06) 0/0/0 0/1/1 0/1/1 0,00
Bobô (1991-92) 2/0/2 1/1/2 3/1/4 75,00
Branco (1983-98) 3/1/4 0/0/0 3/1/4 75,00
Brant (1933-41) 1/2/3 3/2/5 4/4/8 50,00
Bruno Reis (1996-2000) 0/0/0 0/1/1 0/1/1 0,00
Buchan (1905-09) 1/0/1 0/0/0 1/0/1 100,00
Cacau (1988-89) 0/0/0 0/1/1 0/1/1 0,00
Cafuringa (1967-77) 2/1/3 1/0/1 3/1/4 75,00
Calazans (1961-64) 1/0/1 0/0/0 1/0/1 100,00
Careca (1946-48) 4/1/5 1/0/1 5/1/6 83,33
Carlinhos (1973-79) 0/0/0 1/1/2 1/1/2 50,00
Carlinhos (2007-08) 0/1/1 0/0/0 0/1/1 0,00
Carlinhos (2010-14) 1/0/1 0/0/0 1/0/1 100,00
Carlinhos Itaberá (1991-92) 0/1/1 3/0/3 3/1/4 75,00
Carlos Alberto (1914-15) 1/0/1 0/0/0 1/0/1 100,00
Carlos Alberto (2002-07) 7/2/9 0/0/0 7/2/9 77,78
Carlos Alberto Torres (1962-76) 12/2/14 6/2/8 18/4/22 81,82
Cássio (2009-10) 0/0/0 1/0/1 1/0/1 100,00
César (2000-03) 0/0/0 0/1/1 0/1/1 0,00
Chico Netto (1915-24) 9/3/12 0/0/0 9/3/12 75,00
Chiquinho (1993) 0/0/0 1/0/1 1/0/1 100,00
Cícero (2007-16) 2/3/5 3/0/3 5/3/8 62,50
Cláudio (1994) 0/0/0 2/0/2 2/0/2 100,00
Cláudio Adão (1980-81) 7/4/11 1/0/1 8/4/12 66,67
Cocada (1989-90) 3/0/3 0/0/0 3/0/3 100,00
Conca (2008-15) 8/1/9 3/2/5 11/3/14 78,57
Cristóvão (1979-83) 1/1/2 0/0/0 1/1/2 50,00
Dago (1987-91) 0/0/0 1/1/2 1/1/2 50,00
De Mori (1929-36) 0/1/1 0/0/0 0/1/1 0,00
Deco (2010-13) 1/0/1 0/0/0 1/0/1 100,00
Deley (1980-87) 2/0/2 1/1/2 3/1/4 75,00
Didi (1949-56) 12/4/16 2/1/3 14/5/19 73,68
Diego Cavalieri (2011-17) 0/0/0 0/1/1 0/1/1 0,00
Diego Souza (2003-16) 2/0/2 0/0/0 2/0/2 100,00
Djair (1994-2003) 0/0/0 0/1/1 0/1/1 0,00
Dodô (1994-2008) 2/2/4 0/0/0 2/2/4 50,00
Donizete (1987-90) 0/0/0 1/1/2 1/1/2 50,00
Donizete Amorim (2000) 0/1/1 0/0/0 0/1/1 0,00
Doval (1976-78) 1/1/2 1/0/1 2/1/3 66,67
Duílio (1983-85) 0/1/1 1/0/1 1/1/2 50,00
Edevaldo (1977-81) 0/1/1 1/0/1 1/1/2 50,00
Edgar (1987-90) 0/0/0 1/1/2 1/1/2 50,00
Edinho (1973-89) 4/3/7 5/2/7 9/5/14 64,29
Edinho (2011-13) 0/0/0 1/0/1 1/0/1 100,00
Edmundo (2004) 5/0/5 0/0/0 5/0/5 100,00
Édson (2014-16) 0/0/0 1/0/1 1/0/1 100,00
Édson Mariano (1985-89) 1/0/1 2/0/2 3/0/3 100,00
Édson Souza (1984-87) 0/0/0 1/0/1 1/0/1 100,00
Eduardo (1985-94) 0/0/0 4/3/7 4/3/7 57,14
Edwin Cox (1903-10) 2/1/3 0/0/0 2/1/3 66,67
Emile Etchegaray (1903-10) 1/1/2 0/0/0 1/1/2 50,00
Esquerdinha (1954) 2/1/3 5/0/5 7/1/8 87,50
Ézio (1991-95) 24/4/28 2/0/2 26/4/30 86,67
Fabiano Eler (2005) 0/0/0 1/0/1 1/0/1 100,00
Fabinho (2000-02) 0/0/0 1/0/1 1/0/1 100,00
Fábio Bala (2002-04) 1/0/1 0/0/0 1/0/1 100,00
Feléu (1994) 1/0/1 0/0/0 1/0/1 100,00
Felipe (2005-13) 2/0/2 1/0/1 3/0/3 100,00
Felipe Amorim (2016) 0/0/0 0/1/1 0/1/1 0,00
Flávio (1969-71) 10/2/12 0/0/0 10/2/12 83,33
Flávio (1998-2003) 1/0/1 0/0/0 1/0/1 100,00
Flávio Guilherme (1982) 1/1/2 0/0/0 1/1/2 50,00
Floriano (1924-27) 0/2/2 0/0/0 0/2/2 0,00
Fortes (1917-30) 5/2/7 0/0/0 5/2/7 71,43
Franklin (1988-90) 0/0/0 0/1/1 0/1/1 0,00
Fred (2009-16) 33/11/44 3/0/3 36/11/47 76,60
Fumanchu (1978-79) 9/2/11 0/0/0 9/2/11 81,82
Gabriel (2005-08) 11/1/12 5/0/5 16/1/17 94,12
Gallo (1986) 0/0/0 1/0/1 1/0/1 100,00
Galo (1909-11) 1/0/1 0/0/0 1/0/1 100,00
Gama (1989-90) 0/0/0 0/1/1 0/1/1 0,00
Gélson (1958) 0/0/0 0/1/1 0/1/1 0,00
Geraldino (1944-46) 1/2/3 0/0/0 1/2/3 33,33
Gérson (2015-16) 0/0/0 0/1/1 0/1/1 0,00
Getúlio (1984-85) 0/1/1 0/0/0 0/1/1 0,00
Gil (1974-76) 5/3/8 0/0/0 5/3/8 62,50
Gilcimar (1977-82) 0/0/0 0/1/1 0/1/1 0,00
Gílson Gênio (1976-79) 0/0/0 1/0/1 1/0/1 100,00
Gílson Nunes (1964-70) 9/4/13 9/0/9 18/4/22 81,82
Guilherme (1997) 0/0/0 1/0/1 1/0/1 100,00
Gum (2009-2017) 0/0/0 3/1/4 3/1/4 75,00
Gustavo Scarpa (2014-17) 0/1/1 1/1/2 1/2/3 33,33
Hélio (1989-90) 0/1/1 0/0/0 0/1/1 0,00
Henrique (2016-17) 0/0/0 1/0/1 1/0/1 100,00
Henrique Dourado (2016-17) 11/0/11 0/0/0 11/0/11 100,00
Hércules (1935-42) 21/3/24 0/0/0 21/3/24 87,50
Igor (2005) 0/0/0 1/0/1 1/0/1 100,00
Ivan (1957-59) 3/0/3 0/0/0 3/0/3 100,00
Jadílson (2003) 1/0/1 0/0/0 1/0/1 100,00
Jair (1950-53) 0/0/0 1/2/3 1/2/3 33,33
Jambo (1942-45) 1/1/2 0/0/0 1/1/2 50,00
Jandir (1982-94) 0/0/0 3/1/4 3/1/4 75,00
Jean (2012-15) 3/0/3 2/1/3 5/1/6 83,33
João Santos (1986-90) 0/0/0 3/0/3 3/0/3 100,00
Joel (1948-54) 6/1/7 3/0/3 9/1/10 90,00
Jorge Luís (1995-2000) 0/0/0 1/0/1 1/0/1 100,00
Jorginho (1988) 1/0/1 0/0/0 1/0/1 100,00
Jorginho (2000-01) 0/0/0 0/1/1 0/1/1 0,00
Juan (2004-05) 0/0/0 3/0/3 3/0/3 100,00
Julinho (1990-93) 0/0/0 1/0/1 1/0/1 100,00
Júlio César (1999-2002) 3/0/3 0/0/0 3/0/3 100,00
Juninho (2005-06) 0/1/1 0/0/0 0/1/1 0,00
Juvenal (1946-48) 1/0/1 0/0/0 1/0/1 100,00
Kenedy (2013-15) 0/0/0 0/1/1 0/1/1 0,00
Kléber (2002-05) 0/0/0 1/0/1 1/0/1 100,00
Laís (1916-24) 1/0/1 0/0/0 1/0/1 100,00
Lanzini (2011-12) 0/1/1 0/0/0 0/1/1 0,00
Lara (1935-37) 1/0/1 0/0/0 1/0/1 100,00
Legey (1932) 1/0/1 0/0/0 1/0/1 100,00
Leomir (1983-88) 23/7/30 4/1/5 27/8/35 77,14
Leonardo (1994-96) 3/1/4 1/1/2 4/2/6 66,67
Lino (2005) 1/0/1 0/0/0 1/0/1 100,00
Lira (1992-95) 3/1/4 0/0/0 3/1/4 75,00
Lucas (2017) 0/0/0 1/0/1 1/0/1 100,00
Luiz Antônio (1994-95) 0/1/1 0/0/0 0/1/1 0,00
Lula (1965-74) 14/2/16 5/2/7 19/4/23 82,61
Machado (1917-22) 0/1/1 0/0/0 0/1/1 0,00
Machado (1935-42) 5/3/8 0/0/0 5/3/8 62,50
Magno Alves (1998-2016) 4/1/5 0/1/1 4/2/6 66,67
Magnones (1942-45) 4/1/5 0/0/0 4/1/5 80,00
Manfrini (1973-75) 4/1/5 1/0/1 5/1/6 83,33
Manoel (1961-64) 1/0/1 0/0/0 1/0/1 100,00
Maracaí (1942-44) 2/1/3 0/0/0 2/1/3 66,67
Marcão (1999-2006) 0/0/0 3/0/3 3/0/3 100,00
Marcelo (2005-06) 0/0/0 1/0/1 1/0/1 100,00
Marco Brito (1995-2003) 1/0/1 2/0/2 3/0/3 100,00
Marcos Júnior 1/0/1 2/0/2 3/0/3 100,00
Marinho Chagas (1977-78) 16/1/17 2/0/2 18/1/19 94,74
Mário (1958-59) 1/0/1 0/0/0 1/0/1 100,00
Mário (1977-82) 0/0/0 1/0/1 1/0/1 100,00
Mário Jorge (1980-81) 0/0/0 1/0/1 1/0/1 100,00
Marlon (2014-16) 0/0/0 1/0/1 1/0/1 100,00
Marlone (2015) 0/0/0 1/0/1 1/0/1 100,00
Marquinho (1989) 0/0/0 1/0/1 1/0/1 100,00
Marquinho (2009-17) 0/0/0 2/0/2 2/0/2 100,00
Marquinhos (1990) 0/1/1 1/0/1 1/1/2 50,00
Maurinho (1959-63) 0/0/0 8/0/8 8/0/8 100,00
Maurinho (1983-85) 1/0/1 0/0/0 1/0/1 100,00
Mazola (1992) 0/0/0 1/0/1 1/0/1 100,00
Milani (1939-40) 1/0/1 0/0/0 1/0/1 100,00
Milton (1951-55) 1/0/1 0/0/0 1/0/1 100,00
Nascimento (1921-29) 1/0/1 0/0/0 1/0/1 100,00
Nei Dias (1982) 2/0/2 0/0/0 2/0/2 100,00
Neinha (1980-81) 0/0/0 1/0/1 1/0/1 100,00
Nélio (1967-70) 1/1/2 2/2/4 3/3/6 50,00
Nilo (1923-26) 0/1/1 0/0/0 0/1/1 0,00
Norival (1940-45) 0/1/1 0/0/0 0/1/1 0,00
Nunes (1978-79) 1/2/3 0/0/0 1/2/3 33,33
Odair (1999) 1/0/1 0/0/0 1/0/1 100,00
Oldair (1961-65) 4/0/4 0/0/0 4/0/4 100,00
Oliveira (1966-73) 1/0/1 0/0/0 1/0/1 100,00
Orlando (1945-53) 15/6/21 1/1/2 16/7/23 69,57
Osvaldo (2015-17) 0/1/1 0/0/0 0/1/1 0,00
Oswaldo Gomes (1906-21) 1/0/1 0/0/0 1/0/1 100,00
Paschoal (1945-47) 2/1/3 0/0/0 2/1/3 66,67
Paulinho (1959-63) 0/1/1 0/0/0 0/1/1 0,00
Paulinho (1982-92) 1/1/2 2/0/2 3/1/4 75,00
Paulinho Andrioli (1987-90) 0/0/0 0/1/1 0/1/1 0,00
Paulinho McLaren (1997) 3/0/3 0/0/0 3/0/3 100,00
Paulo Afonso (1992) 0/0/0 1/0/1 1/0/1 100,00
Paulo César (1975-76) 0/2/2 0/0/0 0/2/2 0,00
Paulo César (1997-2009) 5/2/7 1/0/1 6/2/8 75,00
Paulo Roberto (1996-97) 10/0/10 1/0/1 11/0/11 100,00
Petkovic (2005-06) 4/4/8 1/0/1 5/4/9 55,56
Pinhegas (1944-48) 2/0/2 0/0/0 2/0/2 100,00
Pinheiro (1949-63) 30/7/37 11/1/12 41/8/49 83,67
Pintinho (1973-85) 0/0/0 3/0/3 3/0/3 100,00
Pinto (1930-32) 0/1/1 0/0/0 0/1/1 0,00
Polaco (1988-89) 0/0/0 3/1/4 3/1/4 75,00
Preguinho (1925-38) 10/4/14 0/0/0 10/4/14 71,43
Quincas (1951-56) 7/0/7 0/0/0 7/0/7 100,00
Radamés (2005-09) 0/0/0 1/0/1 1/0/1 100,00
Rafael Moura (2007-12) 1/3/4 2/0/2 3/3/6 50,00
Rafael Sóbis (2011-14) 2/0/2 0/0/0 2/0/2 100,00
Ramon (2001-04) 3/0/3 0/0/0 3/0/3 100,00
Rangel (1986-91) 0/0/0 6/0/6 6/0/6 100,00
Régis (2000-02) 0/0/0 2/0/2 2/0/2 100,00
Renatinho (1992-93) 0/0/0 1/1/2 1/1/2 50,00
Renatinho (2003) 0/1/1 0/0/0 0/1/1 0,00
Renato (1984-87) 0/0/0 0/1/1 0/1/1 0,00
Renato (1990-92) 0/0/0 1/0/1 1/0/1 100,00
Renato (2015-17) 0/0/0 1/0/1 1/0/1 100,00
Renato Gaúcho (1995-97) 4/0/4 0/0/0 4/0/4 100,00
Renê (1984-92) 0/0/0 1/0/1 1/0/1 100,00
Rhayner (2013) 0/2/2 0/0/0 0/2/2 0,00
Ribamar (1991) 0/0/0 1/0/1 1/0/1 100,00
Ricardo Gomes (1983-88) 2/2/4 3/0/3 5/2/7 71,43
Ricardo Pinto (1987-93) 0/0/0 0/1/1 0/1/1 0,00
Richarlison (2016-17) 4/1/5 0/0/0 4/1/5 80,00
Rinaldo (1967) 7/0/7 0/0/0 7/0/7 100,00
Rinaldo (1989-90) 2/2/4 0/1/1 2/3/5 40,00
Robert (2013-17) 0/0/0 1/0/1 1/0/1 100,00
Robertinho (1978-82) 0/0/0 2/1/3 2/1/3 66,67
Roberto (1956-63) 0/1/1 0/0/0 0/1/1 0,00
Roberto Pinto (1966-67) 1/0/1 0/0/0 1/0/1 100,00
Robinho (2017) 1/0/1 0/0/0 1/0/1 100,00
Rodolfo (2002-04) 1/1/2 0/0/0 1/1/2 50,00
Rodrigo Carbone (1994-96) 0/0/0 1/0/1 1/0/1 100,00
Rodrigues (1945-50) 18/7/25 0/0/0 18/7/25 72,00
Rodrigues Neto (1976-77) 0/0/0 0/1/1 0/1/1 0,00
Rodriguinho (2010-11) 0/0/0 0/1/1 0/1/1 0,00
Roger (1996-2004) 14/7/21 0/0/0 14/7/21 66,67
Rogerinho Galo (1992-95) 0/0/0 2/0/2 2/0/2 100,00
Romário (2002-04) 16/4/20 0/0/0 16/4/20 80,00
Romerito (1984-89) 7/2/9 7/4/11 14/6/20 70,00
Ronald (1995-97) 5/1/6 0/0/0 5/1/6 83,33
Rongo (1940-41) 3/0/3 0/0/0 3/0/3 100,00
Roni (1997-2009) 8/6/14 0/1/1 8/7/15 53,33
Rubens Galaxe (1971-82) 0/0/0 1/1/2 1/1/2 50,00
Rubinho (1947-49) 0/0/0 1/0/1 1/0/1 100,00
Russo (1933-44) 13/6/19 0/0/0 13/6/19 68,42
Said (1933) 1/0/1 0/0/0 1/0/1 100,00
Schneider (2005) 0/0/0 1/0/1 1/0/1 100,00
Silas (1949-51) 2/0/2 1/2/3 3/2/5 60,00
Silveira (1966-75) 6/1/7 0/1/1 6/2/8 75,00
Sílvio (1988-90) 0/0/0 1/0/1 1/0/1 100,00
Simões (1944-53) 1/1/2 0/0/0 1/1/2 50,00
Sobral (1934-38) 2/1/3 0/0/0 2/1/3 66,67
Somália (2007-08) 2/1/3 0/0/0 2/1/3 66,67
Sorato (2003) 1/1/2 0/0/0 1/1/2 50,00
Sornoza (2017) 0/2/2 0/0/0 0/2/2 0,00
Souza (2011-12) 0/0/0 1/1/2 1/1/2 50,00
Tartá (2007-11) 0/0/0 0/1/1 0/1/1 0,00
Telê (1950-61) 1/2/3 0/0/0 1/2/3 33,33
Thiago Carleto (2012) 1/0/1 0/0/0 1/0/1 100,00
Thiago Neves (2007-13) 4/2/6 2/1/3 6/3/9 66,67
Thiago Silva (2006-08) 2/0/2 1/0/1 3/0/3 100,00
Tim (1937-44) 2/2/4 0/0/0 2/2/4 50,00
Toninho (1970-75) 1/0/1 1/0/1 2/0/2 100,00
Túlio (1999) 0/1/1 0/0/0 0/1/1 0,00
Tuta (2005-06) 5/1/6 3/0/3 8/1/9 88,89
Uidemar (1996) 3/1/4 0/0/0 3/1/4 75,00
Valdeir (1995-96) 1/0/1 0/0/0 1/0/1 100,00
Valdenir (1995-96) 1/0/1 0/0/0 1/0/1 100,00
Vânder Luiz (1989-90) 1/0/1 1/0/1 2/0/2 100,00
Vasco (1963) 0/0/0 0/1/1 0/1/1 0,00
Vicentino (1933-38) 2/0/2 0/0/0 2/0/2 100,00
Vidal (1913-21) 1/0/1 0/0/0 1/0/1 100,00
Villalobos (1951-54) 3/1/4 0/0/0 3/1/4 75,00
Votorantim (1934-35) 0/1/1 0/0/0 0/1/1 0,00
Wagner (1991-93) 0/0/0 0/1/1 0/1/1 0,00
Waldo (1954-61) 3/2/5 0/0/0 3/2/5 60,00
Walter (1933-35) 2/0/2 0/0/0 2/0/2 100,00
Washington (1983-89) 1/3/4 7/1/8 8/4/12 66,67
Washington (2008-10) 7/3/10 1/1/2 8/4/12 66,67
Waterman (1906-10) 1/0/1 0/0/0 1/0/1 100,00
Welfare (1913-24) 1/1/2 0/0/0 1/1/2 50,00
Wellington Nem (2012-13) 1/0/1 0/0/0 1/0/1 100,00
Wellington Silva (2010-17) 1/0/1 0/0/0 1/0/1 100,00
Wellington Silva (2013-16) 0/0/0 1/0/1 1/0/1 100,00
Welton (1994-95) 0/0/0 0/1/1 0/1/1 0,00
Yan (1997-2002) 4/1/5 0/0/0 4/1/5 80,00
Zé Mário (1975) 0/0/0 1/0/1 1/0/1 100,00
Zé Roberto (1971-75) 0/0/0 1/0/1 1/0/1 100,00
Zezé (1915-28) 15/2/17 0/0/0 15/2/17 88,24
Zezé (1977-81) 19/3/22 1/2/3 20/5/25 80,00
Zezé Gomes (1979-85) 3/0/3 1/0/1 4/0/4 100,00

OBS: Este levantamento considera pênalti perdido quando o goleiro defende e o cobrador marca o gol no rebote, caso por exemplo da cobrança de Cícero no jogo Fluminense 1 x 0 Corinthians, pelo Brasileiro de 2016. Ou da decisão do Carioca de 1960, contra o América, quando o mesmo aconteceu com o lendário zagueiro Pinheiro.

Curiosidades:

Pinheiro, sempre lembrado quando se fala de pênaltis, é o recordista de cobranças. Foram 49 ao todo, 41 delas convertidas e 8 desperdiçadas, o que lhe confere um aproveitamento de 83,67%. 12 dessas cobranças aconteceram em um mesmo dia: 15 de Julho de 1956. Nesta data foi disputado o Torneio Início. Na época os jogos desta competição tinham apenas 20 minutos de duração e eram desempatados em séries de três pênaltis cobrados pelo mesmo jogador. Para ajudar o Fluminense a chegar ao título Pinheiro teve que cobrar nada menos que 12 pênaltis, desperdiçando apenas um. É provável que venha daí a lenda em torno de seu nome e os pênaltis.

Contando apenas pênaltis no decorrer das partidas, que valem para a artilharia do campeonato e tudo mais, Fred é o que mais cobrou (44) e o que mais marcou (33). Por outro lado ninguém perdeu tantos pênaltis pelo Fluminense quanto ele (11). Somando-se ainda três cobranças em disputas de pênalti ele chega a um total de 47 cobranças, quase igualando Pinheiro.

Didi, um dos maiores jogadores de todos os tempos, foi o único que perdeu dois pênaltis em uma mesma partida. Aconteceu no dia 29 de Outubro de 1950, no empate contra o Madureira por 3×3 nas Laranjeiras, pelo Campeonato Carioca.

O Fluminense participou de 70 disputas de pênalti ao longo de sua história. Venceu 32 vezes e perdeu 38.

Ranking de aproveitamento (mínimo de 10 cobranças):

  Aproveitamento Cobrados
Henrique Dourado 100,00 11
Paulo Roberto 100,00 11
Marinho Chagas 94,74 19
Gabriel 94,12 17
Joel 90,00 10
Zezé (1915-28) 88,24 17
Hércules 87,50 24
Ézio 86,67 30
Pinheiro 83,67 49
Flávio 83,33 12
Lula 82,61 23
Carlos Alberto Torres 81,82 22
Gílson Nunes 81,82 22
Fumanchu 81,82 11
Zezé (1977-81) 80,00 25
Romário 80,00 20
Conca 78,57 14
Leomir 77,14 35
Fred 76,60 47
Chico Netto 75,00 12
Didi 73,68 19
Rodrigues 72,00 25
Preguinho 71,43 14
Romerito 70,00 20
Orlando 69,57 23
Russo 68,42 19
Roger 66,67 21
Cláudio Adão 66,67 12
Washington (1983-89) 66,67 12
Washington (2008-10) 66,67 12
Edinho 64,29 14
Amoroso 60,00 10
Roni 53,33 15

Espero, é claro, que esse post fique desatualizado o mais breve possível, com mais uma ceifada do Henrique Dourado.

Índio, o mais antigo guerreiro tricolor, e o Municipal de 48

Indio1-GS

“E Índio teve a sua maior partida no Fluminense. Foi obrigado a um esforço quase sobre humano, porque o Fluminense ficou no primeiro tempo com dez homens e no segundo com apenas nove jogadores contra onze campeões dos campeões sul-americanos. Também quando acabou o jogo Índio não se conteve mais. Deu para chorar como uma criança. O Fluminense obtivera uma das maiores vitórias de sua vida. Índio colaborara para ela, em nenhuma ocasião poderia mostrar melhor a sua dedicação” (O Globo Esportivo, No 511, 1948)

Índio era Aloysio Soares Braga. Nascido em 22 de Maio de 1920, faleceu ontem aos 97 anos de idade. Jogou no Fluminense nos anos de 1948 e 1949 e era, até ontem, o mais antigo jogador tricolor vivo. Na sua passagem pelas Laranjeiras foi titular absoluto na linha média do time que alcançou o terceiro lugar no Campeonato Carioca de 48 e segundo no de 49. Jogou ao lado de tricolores lendários como Castilho, Orlando Pingo de Ouro, Bigode, Píndaro, Didi, Pinheiro e Rodrigues. Mas contar sua história no Fluminense passa necessariamente pela conquista do Torneio Municipal de 1948. Os torcedores mais jovens podem imaginar que se trata de uma conquista de menor importância, mas não foi. Foi um título verdadeiramente sensacional pelas circunstâncias em que foi obtido.

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Índio (Esporte Ilustrado)

O Torneio Municipal era uma espécie de prévia do Campeonato Carioca. Os times que disputavam eram os mesmos. A diferença entre as duas competições é que o Carioca tinha dois turnos enquanto o Municipal apenas um.

Em 1948 o Vasco tinha seguramente o melhor time do Brasil, o famoso “Expresso da Vitória”. Os vascaínos haviam levantado o título carioca de 1947 de forma invicta e em 1948, reforçados do craque Ademir Menezes que buscaram de volta no próprio Fluminense, já haviam conquistado o Campeonato Sul-Americano de Clubes. Com este título importante assegurado o técnico Flávio Costa optou por dar um descanso aos seus jogadores titulares, que passaram a jogar apenas alguns amistosos e torneios enquanto a equipe de aspirantes, chamada de “Expressinho”, disputava o Torneio Municipal.

Mesmo sem sua força máxima o Vasco conseguiu se igualar ao Fluminense nas dez rodadas do torneio. Os dois times terminaram empatados na liderança com 16 pontos, um a frente do Flamengo. O Fluminense ainda teve a chance de assegurar o título na última rodada quando vencia o Botafogo por 1×0 até o último minuto, mas viu a taça escapar por entre os dedos com o gol de empate dos alvinegros.

Foi necessária então a realização de uma melhor de três entre Fluminense e Vasco para decidir o título. O primeiro jogo foi vencido pelo Fluminense com facilidade: 4×0. No segundo o Vasco venceu por 2×1, igualando a série decisiva. Apesar do Fluminense ter feito um placar mais elástico o regulamento da competição não previa desempate por saldo de gols. Em caso de empate no terceiro e último jogo haveria prorrogação de 30 minutos. Se a igualdade persistisse haveriam novas prorrogações de 15 minutos até que saísse um “golden goal”.

A batalha final foi disputada na noite de quarta-feira, 30 de Junho, no estádio de General Severiano. O Maracanã só seria inaugurado dois anos depois e os jogos da melhor de três teriam que ser disputados em campos neutros. O pequeno e simpático campo do Botafogo ficou lotado naquela noite com um público de 14.381 pagantes. Fora os penetras.

Quando os times entraram em campo, a grande surpresa: diferente do que havia feito ao longo de toda a competição o técnico Flávio Costa optou por levar à campo seu time titular. Os jogadores haviam se concentrado em sigilo absoluto e sua presença em campo causou verdadeiro espanto.

O cenário estava montado para uma partida sensacional. Dez dos 22 jogadores em campo estariam na copa do mundo dois anos depois: Barbosa, Ely do Amparo, Danilo Alvim, Ademir Menezes, Friaça, Chico e Maneca entre os vascaínos. Castilho, Bigode e Rodrigues entre os tricolores. No comando das equipes, dois técnicos históricos: Flávio Costa e Ondino Viera.

Não há como negar que ao escalar seus titulares o Vasco passava a ser o grande favorito ao título. Mas com a bola rolando essa superioridade não se confirmou. Mais aplicado e aguerrido em campo, o Fluminense partiu para cima e logo aos 8 minutos abriu a contagem com um gol que ficou marcado por muitos anos no imaginário da torcida tricolor. Rodrigues cruzou da ponta-esquerda e Orlando, o Pingo de Ouro, emendou uma bicicleta espetacular, vencendo o goleiro Barbosa.

O jogo foi muito disputado e até certo ponto violento. Ainda no primeiro tempo o centroavante tricolor Rubinho se contundiu. Como na época não eram permitidas substituições o atacante seguiu em campo, fazendo número. No início da segunda etapa foi a vez do zagueiro Haroldo se machucar. E o Fluminense se viu com dois jogadores inutilizados em campo. Praticamente dois a menos. Haroldo foi deslocado para o ataque e Índio assumiu seu posto na zaga.

Com esse cenário amplamente desfavorável o Fluminense resistiu heroicamente a todas as investidas vascaínas, sustentou o placar de 1×0, e garantiu um dos títulos mais dramáticos de sua história. Uma conquista com a marca de um time de guerreiros.

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Trechos da reportagem do jogo no Jornal dos Sports

Índio havia se casado naquela tarde e seguido diretamente da igreja para General Severiano. Após parar o ataque vascaíno e extravasar na saída de campo sua emoção pela heroica conquista, pôde enfim seguir para sua festa de casamento acompanhado de todos os jogadores campeões. Uma comemoração dupla, e merecida.

Descanse em paz, Índio.

Indio3-AN

A Noite

Indio4-JS

Jornal dos Sports

Indio6-OG

O Globo

Indio5-FC

Folha Carioca

Retrospecto histórico do Fluminense na Copa do Brasil

Essa semana se encerrou a 29ª edição da Copa do Brasil, competição que é disputada desde 1989. O Fluminense participou de 21 edições totalizando 135 jogos, 69 vitórias, 36 empates e 30 derrotas. O Tricolor marcou 243 gols e sofreu 154.

RELAÇÃO COMPLETA DE JOGOS:
Data                       Jogo Estádio Gols
07/07/1992 Fluminense 4 x 2 Picos-PI Alberto Silva (Teresina) Ézio (2), Wagner (2)
28/07/1992 Fluminense 2 x 1 Picos-PI Laranjeiras (Rio de Janeiro) Moresche, Sandro
04/09/1992 Fluminense 1 x 0 Sergipe-SE Lourival Batista (Aracaju) Julinho
16/10/1992 Fluminense 2 x 2 Sergipe-SE Laranjeiras (Rio de Janeiro) Wagner, Julinho
30/10/1992 Fluminense 2 x 1 Criciúma-SC Laranjeiras (Rio de Janeiro) Zé Teodoro, Paulo Alexandre
13/11/1992 Fluminense 3 x 0 Criciúma-SC Heriberto Hülse (Criciúma) Ézio, Lira, Wagner
24/11/1992 Fluminense 2 x 1 Sport-PE Laranjeiras (Rio de Janeiro) Julinho, Zé Teodoro
01/12/1992 Fluminense 1 x 1 Sport-PE Ilha do Retiro (Recife) Sandro
10/12/1992 Fluminense 2 x 1 Internacional-RS Laranjeiras (Rio de Janeiro) Wagner, Ézio
13/12/1992 Fluminense 0 x 1 Internacional-RS Beira Rio (Porto Alegre)
18/02/1994 Fluminense 2 x 2 Linhares-ES Laranjeiras (Rio de Janeiro) Mário Tilico, Wallace
18/03/1994 Fluminense 1 x 1 Linhares-ES Engenheiro Araripe (Cariacica) Luiz Henrique
07/03/1996 Fluminense 4 x 1 CRB-AL Rei Pelé (Maceió) Rogério (2), Renato Gaúcho, Leonardo
03/04/1996 Fluminense 2 x 1 Criciúma-SC Laranjeiras (Rio de Janeiro) Renato Gaúcho, Vampeta
10/04/1996 Fluminense 1 x 3 Criciúma-SC Heriberto Hülse (Criciúma) Rogerinho
25/02/1997 Fluminense 4 x 0 Santa Cruz-PB Almeidão (João Pessoa) Jorge Luís, Roni, Marcelo, Lima
12/03/1997 Fluminense 0 x 1 Ceará-CE Castelão (Fortaleza)
20/03/1997 Fluminense 0 x 0 Ceará-CE Engenheiro Araripe (Cariacica)
20/01/1998 Fluminense 4 x 1 ABC-RN Machadão (Natal) Magno Alves (3), Gil Baiano
19/02/1998 Fluminense 0 x 2 Paraná Clube-PR Maracanã (Rio de Janeiro)
03/03/1999 Fluminense 1 x 0 Lagartense-SE Paulo Barreto (Lagarto) Marcelinho Paulista
10/03/1999 Fluminense 2 x 1 Lagartense-SE Maracanã (Rio de Janeiro) Roni, Magno Alves
17/03/1999 Fluminense 3 x 1 Juventude-RS Maracanã (Rio de Janeiro) Roni, Flávio, Túlio
07/04/1999 Fluminense 0 x 6 Juventude-RS Alfredo Jaconi (Caxias do Sul)
09/03/2000 Fluminense 1 x 1 URT-MG Zama Maciel (Patos de Minas) Agnaldo
15/03/2000 Fluminense 2 x 0 URT-MG Maracanã (Rio de Janeiro) Agnaldo, Roger
05/04/2000 Fluminense 1 x 1 Santa Cruz-PE Arruda (Recife) Gol contra
27/04/2000 Fluminense 3 x 1 Santa Cruz-PE Maracanã (Rio de Janeiro) Agnaldo (2), Roger
04/05/2000 Fluminense 1 x 1 Maranhão-MA Castelão (São Luís) Agnaldo
09/05/2000 Fluminense 6 x 0 Maranhão-MA Maracanã (Rio de Janeiro) Roger (2), Luiz Gustavo, Paulo César, Yan, Marco Brito
24/05/2000 Fluminense 1 x 1 Vasco-RJ Maracanã (Rio de Janeiro) Régis
31/05/2000 Fluminense 2 x 2 Vasco-RJ São Januário (Rio de Janeiro) Magno Alves, Agnaldo
15/06/2000 Fluminense 3 x 3 Atlético-MG Maracanã (Rio de Janeiro) Magno Alves, Roger, Marco Brito
21/06/2000 Fluminense 2 x 2 Atlético-MG Mineirão (Belo Horizonte) Magno Alves, Júlio César
15/03/2001 Fluminense 1 x 0 Cachoeiro-ES Engenheiro Araripe (Cariacica) Marco Brito
21/03/2001 Fluminense 2 x 1 Cachoeiro-ES Maracanã (Rio de Janeiro) Agnaldo (2)
11/04/2001 Fluminense 1 x 4 Juventude-MT José Fragelli (Cuiabá) Paulo César
18/04/2001 Fluminense 3 x 0 Juventude-MT Maracanã (Rio de Janeiro) Ramon, Agnaldo, Magno Alves
02/05/2001 Fluminense 0 x 1 Grêmio-RS Olímpico (Porto Alegre)
09/05/2001 Fluminense 0 x 0 Grêmio-RS Maracanã (Rio de Janeiro)
06/02/2002 Fluminense 1 x 2 Sampaio Correa-MA Castelão (São Luís) Marco Brito
20/02/2002 Fluminense 5 x 1 Sampaio Correa-MA Maracanã (Rio de Janeiro) Magno Alves (2), Fernando Diniz, Júlio César, Caio
27/02/2002 Fluminense 2 x 1 Paysandu-PA Leônidas Sodré de Castro (Belém) Régis, Paulo Isidoro
13/03/2002 Fluminense 2 x 0 Paysandu-PA Maracanã (Rio de Janeiro) Fernando Diniz, Roger
27/03/2002 Fluminense 1 x 1 Juventude-RS Alfredo Jaconi (Caxias do Sul) Magno Alves
03/04/2002 Fluminense 2 x 1 Juventude-RS Maracanã (Rio de Janeiro) Magno Alves, Júlio César
10/04/2002 Fluminense 0 x 1 Brasiliense-DF Elmo Serejo (Taguatinga)
17/04/2002 Fluminense 0 x 1 Brasiliense-DF Maracanã (Rio de Janeiro)
06/02/2003 Fluminense 1 x 1 Fluminense-BA Jóia da Princesa (Feira de Santana) Carlos Alberto
12/03/2003 Fluminense 4 x 0 Fluminense-BA Maracanã (Rio de Janeiro) Jadílson (2), Zada, Marcelo
26/03/2003 Fluminense 2 x 1 Flamengo-PI Alberto Silva (Teresina) Ademílson, Alex Oliveira
02/04/2003 Fluminense 2 x 0 Flamengo-PI Maracanã (Rio de Janeiro) Marcelo, Eduardo
24/04/2003 Fluminense 0 x 1 Sport-PE Maracanã (Rio de Janeiro)
01/05/2003 Fluminense 1 x 2 Sport-PE Ilha do Retiro (Recife) Fábio Bala
04/02/2004 Fluminense 3 x 1 Caxias-SC Ernesto Schlemm Sobrinho (Joinville) Ramon, Antônio Carlos, Leonardo Moura
17/03/2004 Fluminense 2 x 2 Juventude-RS Alfredo Jaconi (Caxias do Sul) Marcelo (2)
24/03/2004 Fluminense 2 x 1 Juventude-RS Maracanã (Rio de Janeiro) Antônio Carlos, Alan
14/04/2004 Fluminense 2 x 2 Grêmio-RS Maracanã (Rio de Janeiro) Romário (2)
05/05/2004 Fluminense 1 x 4 Grêmio-RS Olímpico (Porto Alegre) Rodolfo
16/02/2005 Fluminense 0 x 1 Campinense-PB Ernâni Sátyro (Campina Grande)
02/03/2005 Fluminense 3 x 1 Campinense-PB Maracanã (Rio de Janeiro) Tuta (2), Felipe
09/03/2005 Fluminense 2 x 1 Esportivo-RS Montanha dos Vinhedos (Bento Gonçalves) Gabriel (2)
17/03/2005 Fluminense 1 x 0 Esportivo-RS Maracanã (Rio de Janeiro) Marquinho
20/04/2005 Fluminense 3 x 0 Grêmio-RS Maracanã (Rio de Janeiro) Tuta (2), Juninho
04/05/2005 Fluminense 1 x 0 Grêmio-RS Olímpico (Porto Alegre) Tuta
12/05/2005 Fluminense 1 x 0 Treze-PB São Januário (Rio de Janeiro) Leandro
18/05/2005 Fluminense 0 x 1 Treze-PB (9×8) Ernâni Sátyro (Campina Grande)
25/05/2005 Fluminense 2 x 2 Ceará-CE São Januário (Rio de Janeiro) Léo Guerra, Gabriel
01/06/2005 Fluminense 4 x 1 Ceará-CE Castelão (Fortaleza) Tuta (2), Diego Souza, Rodrigo Tiuí
15/06/2005 Fluminense 0 x 2 Paulista-SP Jayme Cintra (Jundiaí)
22/06/2005 Fluminense 0 x 0 Paulista-SP São Januário (Rio de Janeiro)
22/02/2006 Fluminense 3 x 2 Operário-MT José Fragelli (Cuiabá) Cláudio Pitbull, Lenny, Bruno
09/03/2006 Fluminense 3 x 1 Operário-MT Maracanã (Rio de Janeiro) Tuta, Cláudio Pitbull, Evando
22/03/2006 Fluminense 5 x 3 CENE-MS Pedro Pedrossian (Campo Grande) Marcão (2), Tuta, Romeu, Petkovic
12/04/2006 Fluminense 2 x 2 Vila Nova-GO Serra Dourada (Goiânia) Marcão, Marcelo
19/04/2006 Fluminense 4 x 0 Vila Nova-GO Maracanã (Rio de Janeiro) Tuta (2), Lenny (2)
26/04/2006 Fluminense 3 x 2 Cruzeiro-MG Mineirão (Belo Horizonte) Lenny (2), Petkovic
03/05/2006 Fluminense 1 x 0 Cruzeiro-MG Maracanã (Rio de Janeiro) Marcelo
11/05/2006 Fluminense 0 x 1 Vasco-RJ Maracanã (Rio de Janeiro)
17/05/2006 Fluminense 1 x 1 Vasco-RJ Maracanã (Rio de Janeiro) Petkovic
14/02/2007 Fluminense 2 x 1 ADESG-AC Arena da Floresta (Rio Branco) Soares, Alex Dias
28/02/2007 Fluminense 6 x 0 ADESG-AC Maracanã (Rio de Janeiro) Thiago Neves (2), Alex Dias, Cícero, Thiago Silva, Lenny
14/03/2007 Fluminense 2 x 1 América-RN Frasqueirão (Natal) Soares, Alex Dias
04/04/2007 Fluminense 0 x 1 América-RN Maracanã (Rio de Janeiro)
19/04/2007 Fluminense 1 x 1 Bahia-BA Maracanã (Rio de Janeiro) Carlos Alberto
25/04/2007 Fluminense 2 x 2 Bahia-BA Fonte Nova (Salvador) Cícero, Soares
02/05/2007 Fluminense 1 x 1 Atlético-PR Maracanã (Rio de Janeiro) Thiago Silva
09/05/2007 Fluminense 1 x 0 Atlético-PR Arena da Baixada (Curitiba) Adriano Magrão
16/05/2007 Fluminense 4 x 2 Brasiliense-DF Maracanã (Rio de Janeiro) Thiago Silva, Alex Dias, Adriano Magrão, Carlos Alberto
23/05/2007 Fluminense 1 x 1 Brasiliense-DF Elmo Serejo (Taguatinga) Adriano Magrão
30/05/2007 Fluminense 1 x 1 Figueirense-SC Maracanã (Rio de Janeiro) Adriano Magrão
06/06/2007 Fluminense 1 x 0 Figueirense-SC Orlando Scarpelli (Florianópolis) Roger
18/02/2009 Fluminense 1 x 0 Nacional-PB Almeidão (João Pessoa) Éverton Santos
05/03/2009 Fluminense 3 x 0 Nacional-PB Maracanã (Rio de Janeiro) Thiago Neves, Éverton Santos, Tartá
16/04/2009 Fluminense 1 x 2 Águia de Marabá-PA Mangueirão (Belém) Fred
22/04/2009 Fluminense 3 x 0 Águia de Marabá-PA Maracanã (Rio de Janeiro) Maicon (2), Eduardo Ratinho
30/04/2009 Fluminense 2 x 2 Goiás-GO Serra Dourada (Goiânia) Luiz Alberto, Fred
07/05/2009 Fluminense 1 x 1 Goiás-GO Maracanã (Rio de Janeiro) Thiago Neves
13/05/2009 Fluminense 0 x 1 Corinthians-SP Pacaembu (São Paulo)
20/05/2009 Fluminense 2 x 2 Corinthians-SP Maracanã (Rio de Janeiro) Alan, Thiago Neves
24/02/2010 Fluminense 1 x 1 Confiança-SE Lourival Batista (Aracaju) Gum
10/03/2010 Fluminense 2 x 0 Confiança-SE Maracanã (Rio de Janeiro) Fred (2)
17/03/2010 Fluminense 2 x 0 Uberaba-MG Engenheiro João Guido (Uberaba) Alan (2)
14/04/2010 Fluminense 1 x 0 Portuguesa-SP Canindé (São Paulo) Fred
22/04/2010 Fluminense 3 x 2 Portuguesa-SP Maracanã (Rio de Janeiro) Fred (3)
29/04/2010 Fluminense 2 x 3 Grêmio-RS Maracanã (Rio de Janeiro) André Lima, Equi González
05/05/2010 Fluminense 0 x 2 Grêmio-RS Olímpico (Porto Alegre)
21/08/2013 Fluminense 1 x 0 Goiás-GO Maracanã (Rio de Janeiro) Samuel
28/08/2013 Fluminense 0 x 2 Goiás-GO Serra Dourada (Goiânia)
20/03/2014 Fluminense 1 x 3 Horizonte-CE Domingão (Horizonte) Conca
10/04/2014 Fluminense 5 x 0 Horizonte-CE Maracanã (Rio de Janeiro) Conca, Gum, Rafael Sóbis, Wagner, Fred
23/04/2014 Fluminense 3 x 0 Tupi-MG Estádio Municipal (Juiz de Fora) Fred (2), Walter
06/08/2014 Fluminense 3 x 0 América-RN Arena das Dunas (Natal) Cícero (2), Conca
13/08/2014 Fluminense 2 x 5 América-RN Maracanã (Rio de Janeiro) Fred, Cícero
20/08/2015 Fluminense 2 x 1 Paysandu-PA Maracanã (Rio de Janeiro) Magno Alves, Renato
26/08/2015 Fluminense 2 x 1 Paysandu-PA Mangueirão (Belém) Cícero, Marcos Júnior
23/09/2015 Fluminense 0 x 0 Grêmio-RS Maracanã (Rio de Janeiro)
30/09/2015 Fluminense 1 x 1 Grêmio-RS Arena do Grêmio (Porto Alegre) Fred
21/10/2015 Fluminense 2 x 1 Palmeiras-SP Maracanã (Rio de Janeiro) Marcos Júnior, Gum
28/10/2015 Fluminense 1 x 2 Palmeiras-SP (1×4) Allianz Parque (São Paulo) Fred
06/04/2016 Fluminense 3 x 0 Tombense-MG Soares de Azevedo (Muriaé) Marcos Júnior (2), Gérson
04/05/2016 Fluminense 3 x 3 Ferroviária-SP Arena Fonte Luminosa (Araraquara) Fred (2), Magno Alves
12/05/2016 Fluminense 3 x 0 Ferroviária-SP Raulino de Oliveira (Volta Redonda) Gustavo Scarpa (2), Fred
06/07/2016 Fluminense 1 x 1 Ypiranga-RS Raulino de Oliveira (Volta Redonda) Magno Alves
27/07/2016 Fluminense 2 x 0 Ypiranga-RS Colosso da Lagoa (Erechim) Cícero, Magno Alves
31/08/2016 Fluminense 1 x 1 Corinthians-SP Édson Passos (Mesquita) Marquinho
21/09/2016 Fluminense 0 x 1 Corinthians-SP Arena Corinthians (São Paulo)
15/02/2017 Fluminense 5 x 2 Globo-RN Manoel Barretto (Ceará-Mirim) Henrique Dourado (2), Lucas, Wellington Silva, Gustavo Scarpa
01/03/2017 Fluminense 3 x 1 Sinop-MT Massami Uriu (Sinop) Sornoza (2), Henrique Dourado
09/03/2017 Fluminense 1 x 1 Criciúma-SC Heriberto Hülse (Criciúma) Wellington Silva
15/03/2017 Fluminense 3 x 2 Criciúma-SC Édson Passos (Mesquita) Douglas, Henrique Dourado, Sornoza
13/04/2017 Fluminense 1 x 2 Goiás-GO Serra Dourada (Goiânia) Marcos Júnior
19/04/2017 Fluminense 3 x 0 Goiás-GO Maracanã (Rio de Janeiro) Henrique, Nogueira, Pedro
17/05/2017 Fluminense 1 x 3 Grêmio-RS Arena do Grêmio (Porto Alegre) Renato Chaves
31/05/2017 Fluminense 0 x 2 Grêmio-RS Maracanã (Rio de Janeiro)

Foram 73 confrontos no total com 53 classificações e 20 eliminações.

Duas vezes a vaga foi decidida por pênaltis: uma vitória contra o Treze de Campina Grande em 2005 e uma derrota para o Palmeiras em 2015.

Dez vezes o confronto foi decidido pelo número de gols fora de casa. Seis em favor do Fluminense (Vasco/2000, Juventude-MT/2001, América-RN/2007, Bahia/2007, Goiás/2009 e Grêmio/2015), quatro em favor do adversário (Internacional/1992, Linhares/1994, Atlético-MG/2000 e América-RN/2014).

O time que o Fluminense mais enfrentou foi o Grêmio com seis confrontos (duas classificações do Fluminense e quatro eliminações). Em seguida aparecem Criciúma, Goiás e Juventude. Cada um dos três foi o adversário do Fluminense em três edições da competição e o saldo contra cada um deles é idêntico: duas classificações do Fluminense e uma eliminação.

records

A Temporada de Stock-Cars nas Laranjeiras

Dentre as insólitas atrações que já passaram pelo solo sagrado do estádio das Laranjeiras (que incluem um circo nos anos 80 e partidas de autobol nos anos 70) sem dúvida se destaca a temporada de “stock-cars” realizada em 1956. Não se tratava de uma corrida como o nome pode sugerir, mas de um espetáculo descrito como “vale tudo automobilístico”, com acrobacias, batidas, derrapagens, capotagens, travessia em túnel de fogo e outras atrações inusitadas.

Globo

O jornal O Globo noticia a temporada de Stock-Cars, o vale-tudo no automobilismo

O show era estrelado por uma trupe de pilotos e dublês internacionais, encabeçada pelos franceses Gil Delamare e Colette Duval. Entre os meses de março e abril de 1956 foram realizadas uma série de apresentações no campo do Fluminense. Até o campeão mundial de boxe Rocky Marciano, em visita ao Brasil, compareceu a uma delas.

Globo2

Anúncio da segunda apresentação de stock-cars publicado nos jornais do Rio

malucos

Notícia bem humorada anuncia os “malucos do volante”

Diario da Noite

Flagrante da apresentação de stock-cars do jornal Diário da Noite

Curioso que nessa época o estádio das Laranjeiras era utilizado regularmente para jogos, diferente do que ocorria nos tempos do circo ou do autobol. Não creio que se tratasse de desleixo da direção do clube com o estado do gramado. É que naquela época ninguém se importava mesmo. Eram os anos 50, o auge do futebol raiz. Tempo dos contratos em branco, das infiltrações no joelho, das pernas quebradas por vingança. Tempos em que não eram permitidas substituições e os jogadores quando se contundiam, a não ser que não pudessem ficar de pé, se arrastavam em campo até o apito final. Não havia a menor preocupação com “frescuras” como as condições dos gramados, que eram todos ruins. O estádio das Laranjeiras tinha até uma pista de atletismo cujas curvas passavam por dentro do campo.

Alguns registros fotográficos das apresentações de stock-cars em 1956:

Última Hora, Missão 0248-56

Última Hora, Missão 0248-56

Última Hora, Missão 0248-56

Última Hora, Missão 0248-56

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Última Hora, Missão 0248-56

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Última Hora, Missão 0248-56

Última Hora, Missão 0248-56

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A título de curiosidade, Colette Duval (que além de participar das apresentações de stock-cars era modelo, atriz, deputada e campeã de paraquedismo) aproveitando sua passagem pelo Rio de Janeiro realizou no dia 23 de Maio de 1956 um salto de mais de 10.000 metros de altura sobre as águas de Copacabana, quebrando o recorde mundial. O feito foi registrado no filme inglês abaixo.